Nós, dotados do eu, somos sempre o primeiro, seres nascidos e criados para caçar, sem medo da morte, sem ao menos entender o mundo pelo qual sonhamos, vividos com olhares pecaminosos, pensamentos que nos matam ao agir, dentro de um mundo tão irreal, de um capaz tão temido por outros da mesma espécie; lugares e estradas como ontem, que não sabemos de onde viemos; a sede, a fome, a dor, a cura, indescritíveis poderes tão irreais, quanto a certeza de um amanhã, chegamos de onde, vamos para onde? O que nada se sabe, amanhã permanecerá solido, diante da dúvida da realidade, que não sofre mudança de estado.

O incapaz não se sabe o que é, o medo ainda pode ser os poderes irreais, lugares como o nada, vazio como a escuridão da noite, aos olhos de um ser sem razão ou motivos, guiados pelo instinto assim plantado, como a irrealidade que não se conhece, ou se acha real, como o fruto que nasce doce, achando que vai sobreviver por muito tempo. Seja o fim ou inicio, não se sabe ao certo, nem tão pouco sabe-se o que é o certo, indiferente, intocável, conhecedor, inexplicável, nós SERES HUMANOS.
Autor: Raphael Silvestre.
Nenhum comentário:
Postar um comentário